terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A busca pela identidade de William Shakespeare

Intrigas, paixões, discórdias e polarizações. O que parece descrição de uma peça de William Shakespeare é, ironicamente, parte dos tons shakespearianos do debate sobre a identidade do autor de sua obra. Duvidar que o filho de um fabricante de luvas de Stratford-Upon-Avon é o mesmo gênio por trás de clássicos como Hamlet e Romeu e Julieta não é novidade. Mas os últimos anos trouxeram uma intensificação de argumentos. Em 2011, Hollywood embarcou de vez na onda cética com Anônimo. Pelo argumento do filme, Shakespeare era apenas o testa de ferro do verdadeiro escritor talentoso, Edward de Vere, o 17o Barão de Oxford. Em abril deste ano, o contra-ataque veio na forma de Shakespeare Sem Sombra de Dúvida, uma coleção de ensaios reunindo alguns dos mais renomados estudiosos da obra do bardo na forma de um detalhado desmanche dos argumentos dos que duvidam da versão oficial dos fatos.
Assim como Montéquios e Capuletos, a questão da autoria também se divide em clãs tão passionais como os dos amantes da tragédia. Stratfordianos são os que defendem o status quo. Os oxfordianos advogam a causa de De Vere. O cenário se complica porque existem subdivisões entre os céticos, desde os que acenam com candidatos mais polêmicos a autor das peças e sonetos, como o poeta Francis Bacon, a acadêmicos que apenas levantam dúvidas sobre a história oficial - como é o caso de Bill Leahy, coordenador de um programa de pós-graduação em estudos autorais de Shakespeare da Universidade de Brunel, em Londres. "Existem razões suficientes para questionarmos se William Shakespeare de Stratford-Upon-Avon foi capaz de produzir esse imenso volume de peças e sonetos. Isso por si só é uma razão para estimularmos o debate e o estudo, cumprir nosso dever como acadêmicos", afirma o expert em literatura do Período Elizabetano (o reinado de Elizabeth I, entre 1558 e 1603).
O problema é que colegas de Leahy não costumam receber com seriedade argumentos questionando a linha oficial. Stanley Wells, presidente do Shakespeare Birthplace Trust, a ONG que cuida do legado do poeta em Stratford-Upon-Avon, classifica o ceticismo como mera teoria conspiratória. Wells guardou mágoa especialmente do grupo de acadêmicos, atores e intelectuais que assinaram um manifesto online com apoio às teorias anti-stratfordianas. "Esse questionamento absurdo deixou de ser obra de amadores para se infiltrar em círculos mais sérios e isso é preocupante", afirma Wells, autor de vários livros sobre a obra de Shakespeare.
Mas há razão para dúvidas? O problema é a falta de documentos sobre William Shakespeare. O pouco que se sabe sobre o homem que nasceu em Stratford é que viveu entre 1564 e 1616 e ganhou dinheiro trabalhando como ator, sócio do Globe Theatre em Londres e até como comerciante de grãos. Nenhum de seus manuscritos sobreviveu. O mais importante documento ligado a ele é o Primeiro Folio, uma antologia impressa de 36 peças publicadas em 1623 com a assinatura de Shakespeare e o mais antigo retrato do homem de Stratford.
Poucos registros
Para alguém tão prolífico com a pena, a ausência de uma profusão de documentos ajuda a alimentar o ceticismo. Ainda mais porque um dos poucos registros deixados por William Shakespeare são seis assinaturas em que seu sobrenome, por sinal, é soletrado de maneiras diferentes, o que faz com que muitos anti-strat-fordianos usem as discrepâncias como evidência de que o filho do fabricante de luvas não teria cacife para produzir tamanho material. "Há estudos mostrando que o autor das peças e sonetos teria um vocabulário composto de 17 mil a 29 mil palavras. Me parece um pouco improvável que alguém com origens mais humildes no Período Elizabetano tivesse capacidade intelectual de produzir tamanha obra", afirma o jornalista Mark Anderson, autor de Shakespeare by Another Name ("Shakespeare com outro nome", em tradução livre), livro de 2006 que defende a causa de De Vere.
Oxfordianos têm boas suas razões para defender o barão. O argumento principal é que só alguém como De Vere, com enorme trânsito na corte, poderia exibir o conhecimento sobre bastidores da nobreza que tanto permeia as peças de Shakespeare envolvendo reis e aristocratas. Mais interessante é o fato de que o barão viveu na mesma Itália que é palco de alguns dos mais populares textos shakespearianos, como a Verona de Romeu e Julieta e a cidade de O Mercador de Veneza, funcionando como uma espécie de embaixador de Elizabeth I.
"Parece-me um nível de conhecimento fora de comum para alguém que, de acordo com o que há de registros oficiais, jamais saiu da Inglaterra, enquanto existe extensa evidência da passagem de De Vere pela Itália. Ele esteve nas dez cidades que Shakespeare cita em sua obra", diz Anderson. O barão também foi um notório mecenas das artes, dono de duas companhias teatrais, além de escrever poemas. Mas De Vere morreu em 1604 e as peças continuaram aparecendo. Uma delas foi A Tempestade, que de acordo com estudiosos se baseou em um famoso naufrágio de 1609, envolvendo uma missão de povoamento enviada aos territórios hoje conhecidos como Estados Unidos.
Céticos também apontam para a mediocridade do testamento de Shakespeare. Escrito em linguagem nada poética, o documento sequer menciona livros, poemas ou as 18 peças que ainda não tinham sido publicadas na época de sua morte. Seu funeral tampouco foi registrado com grandes demonstrações públicas de emoção, e a primeira homenagem escrita só veio justamente na capa do Primeiro Folio.
"É essa falta de conexões do homem com a obra que tem de ser abordada. Todos os autores importantes contemporâneos de Shakespeare deixaram o que se pode chamar de trilha de papel. Cristopher Marlowe é um exemplo, embora sua produção tenha sido bem menor que a do bardo. Também incomoda que um homem tão letrado como Shakespeare não tenha escrito um grande volume de cartas, ainda mais quando foi morar em Londres e deixou a família em Stratford", diz Bill Leahy. No entanto, o próprio Leahy concorda com uma questão crucial. Diferentemente dos tempos modernos, o papel no século 16 não era um produto barato, apesar de a invenção da imprensa por Gutemberg ter derrubado em mais de 300 vezes os custos de produção de um livro. Documentos e afins eram "reciclados", o que também ajuda a explicar, por exemplo, a ausência de materiais como o histórico escolar de Shakespeare.
Isso porque para alguns acadêmicos também há um conflito de classes na discussão. Paul Edmondson, um dos diretores do Birthplace Trust e que coeditou Shakespeare Sem Sombra de Dúvida, critica o que vê como preconceito na causa oxfordiana. "O que mais me incomoda em tudo isso é termos que combater o argumento de que alguém da classe trabalhadora não poderia ter produzido literatura de alto nível. Isso não é apenas historicamente incorreto, mas preconceituso", diz Edmondson.
Coautoria
Uma das experts recrutadas para o livro foi Carol Chillington, pesquisadora da Universidade de Warwick especializada na história do sistema educacional do Reino Unido. É dela que vem uma preciosa análise do currículo das escolas secundárias do Período Elizabetano. De acordo com seus estudos, alunos desses estabelecimentos não só tinham uma grade de disciplinas que incluía o latim, mas também uma lista de leitura de obras clássicas que hoje equivaleria a de uma ementa universitária.
Outro trunfo dos stratfordianos é uma análise feita pelo linguista David Kathman, especialista em dialetos arcaicos do inglês. Seu veredito é que os textos estão repletos de regionalismos relacionados a Warwickshire, onde fica Stratford-Upon-Avon. "Também temos análises de padrão métrico dos versos escritos por De Vere e por Shakespeare que revelam a impossibilidade de uma mesma pessoa ter escrito ambos", afirma Edmondson.
A polêmica ajudou a revelar detalhes interessantes não apenas sobre William Shakespeare, mas também sobre seus métodos de trabalho. Há um ano, duas acadêmicas da Universidade de Oxford, Laurie Maguire e Emma Smith, publicaram um estudo em que provaram que Shakespeare não escreveu sozinho a peça Tudo Está Bem Quando Termina Bem - a dupla até nomeou o escritor e dramaturgo Thomas Middleton como coautor. Smith garante que não foi um "a-rá" para os céticos, mas uma mostra de como entender a questão da autoria.
"O estudo ajuda a mostrar um quadro em que autores escreviam de modo muito mais colaborativo no Período Elizabetano do que se pode imaginar hoje. Trabalhavam de uma forma bem diferente do que imaginamos e romantizamos", afirma Smith. Mais do que celebridades, escritores do século 16 tinham um perfil mais operário, em que a quantidade ditava o ritmo. Companhias teatrais recorriam a diversos autores para chegar ao texto final de peças. E eles não tinham pudor em pegar emprestado trabalhos alheios. "A noção atual de plágio não se aplica a eras passadas. A apropriação era muito mais tolerada."
Os dois clãs concordam em um ponto: o debate não tem data para acabar. "A não ser que alguém encontre algum documento perdido, não se poderá dizer ao certo, mas nem por isso podemos deixar de questionar pontos duvidosos da versão oficial dos fatos, mesmo que firam interesses financeiros", afirma Bill Leahy. Graças a Shakespeare, Stratford-Upon-Avon recebe 5 milhões de visitantes por ano. Emma Smith, que não participou do projeto stratfordiano comandado por Edmondson, acredita que o questionamento tende muito mais à excentricidade do que a ameaça vista pelo Shakespeare Trust. "A reação exacerbada só serviu de munição para quem fomenta teorias conspiratórias. O meio acadêmico deveria aceitar que uma figura tão poderosa quanto William Shakespeare não teria como deixar de ser alvo de ideias de fantasia."

Quem são os candidatos ao posto de maior poeta e dramaturgo inglês

 Cristopher Marlowe 
Dramaturgo contemporâneo de Shakespeare e um dos grandes nomes do período elizabetano. Embora não haja evidência de que trabalharam juntos, sabe-se que ambos escreviam para as mesmas companhias teatrais. Há semelhanças de estilo, mas que podem ser explicadas por Shakespeare tentar adotar uma fórmula de sucesso. O fato de Marlowe ter morrido em 1593, antes do auge shakespeariano, é um problema.
Edward de Vere
O 17o Barão de Oxford é um candidato tão ideal que sua suposta autoria do trabalho de Shakespeare virou até filme. Aristocrata, viajado e entusiasta das artes, teria escrito uma série de peças com pseudônimos. Mas muitos dos argumentos a seu favor ainda passam por pistas dignas de romances de Dan Brown, como o fato de o brasão da família ter um leão segurando uma lança, algo que evoca shake a spear (balançar uma lança). Análises métricas de poemas de Oxford com os de Shakespeare, porém, não revelaram nenhuma afinidade.
Francis Bacon
O filósofo, cientista e estadista foi um popular candidato a "real" Shakespeare no século 19, mas acadêmicos apontam para o fato de que sua vida convencional já era atribulada e produtiva em demasia para que ainda conseguisse escrever dezenas de peças.
Will Stanley
O sexto Barão de Derby financiou companhias teatrais e era tão viajado como De Vere. Além disso, era amigo dos barões de Montgomery e Pembroke, que estão na dedicatória do Primeiro Folio. Stanley, porém, viveu até 1642, e o Folio, lançado décadas antes, é claramente apresentado como um documento póstumo.


EGITO: Cativos sim, escravos não!


A imagem épica de milhares de escravos erguendo magníficas pirâmides esconde uma realidade mais complexa. Os níveis de dependência e servidão na sociedade egípcia eram variados e não estão de todo decifrados, mas a escravidão, no sentido greco-latino, não existiu.


Níveis de dependência poderiam ser identificados como um tipo de escravidão, mas não havia a propriedade de um indivíduo sobre o outro. Israel no Egito, óleo sobre tela, Edward Poynter, 1867.
Diante dos grandes monumentos, como as pirâmides, só nos resta imaginar as massas de indivíduos curvados sob fardos muito pesados e sob as ordens de contramestres sádicos. E se trabalhar para o faraó constituísse de fato uma forma de recompensa?
É um dos temas que despertam mais paixão nos egiptólogos, mas também o fundamentalismo – a palavra não é forte demais – tanto daqueles que negam ferozmente o fato quanto daqueles que afirmam o contrário com veemência, como se a vida de uns e de outros dependesse da resposta. Como se também fosse possível resolver de forma simples um problema envolvendo noções tão complexas quanto as que dizem respeito à liberdade humana.
O Egito não conheceu a escravidão no sentido greco-romano, designando um indivíduo privado de sua liberdade, vivendo sob a autoridade absoluta de um mestre, seja devido ao nascimento – sendo ele mesmo filho de escravo –, seja após ter sido capturado (no decorrer de uma guerra), vendido ou condenado. Considerado como um bem material, ele se torna – para sempre – a propriedade explorável e negociável de outra pessoa. Ao longo do Vale do Nilo, essa forma de escravidão não ocorreu antes da época ptolomaica (século IV antes da nossa era), data em que os gregos se tornaram soberanos do país, levando com eles algumas de suas tradições, em particular a escravidão. Na sociedade egípcia, existiam múltiplos níveis de dependência que ligavam os homens entre si. Alguns podiam ser identificados como uma forma de escravidão, mesmo que estives- sem longe de responder aos critérios impostos pela definição jurídica.

Trabalhar para os faraós era uma forma de se apropriar de um pouco das benesses dos “filhos dos deuses”. Pintura na tumba do nobre Rekhmire, c. 1500-1450 a.C.
SEM PALAVRA QUE DESIGNE “ESCRAVO”
O funcionamento da realeza egípcia baseava-se em um elemento essencial – que aproxima muito o estado de espírito dos trabalhadores egípcios ao dos construtores de catedrais na Idade Média: filho dos deuses e seu representante na Terra, o faraó, no ápice da pirâmide social, garantia a vida e assegurava a cada um sua subsistência. Em troca desses benefícios, ele estava no direito de exigir dos súditos seu trabalho, de modo que cada um participava da grande obra coletiva.
Ainda por cima, por mais árduo que fosse o trabalho, contribuir para a edificação dos monumentos destinados ao futuro solar do rei ou à manutenção do equilíbrio cósmico permitia se apropriar de uma parcela das prerrogativas habitualmente reservadas ao personagem real. Enfim, fato sem dúvida revelador do sucesso do sistema faraônico, a coesão social passava pelo pertencimento a um Estado cuja organização quase militar era centrada na acumulação de riquezas, produzidas por uma mão de obra particularmente móvel com status sociais extremamente diversos.
Em um estudo especialmente instrutivo intitulado “Les noms de l’esclave en egyptien” (Os nomes de escravos em egípcio), o egiptólogo Jules Baillet elaborou uma lista dos vocábulos utilizados nos textos faraônicos para expressar a ideia de escravidão. Eis o que ele constatou: na língua egípcia, não existem palavras para designar o escravo no sentido estrito e, embora muitos termos expressem a sujeição, “nenhum corresponde exatamente à ideia de servidão”, tal como definida na Grécia ou em Roma. Daí sua pergunta: “O que é um estado social se nenhuma palavra o designa?”.
Evidentemente, se a palavra não existe, o mesmo ocorre com o status. Entre os muitos termos enumerados por Baillet, dois são mais comumente traduzidos por “escravo” entre os autores favoráveis à tese da existência da escravidão no Egito: hem e bak, duas palavras que parecem totalmente sinônimas na língua egípcia e que se pode, de maneira menos categórica, interpretar por “servo”, e mesmo “dependente”. Em egípcio, o sacerdote é um hem netjer, um “servo de deus”, e, como observa Bernadette Menu, grande especialista nas questões de direito no Egito antigo, um vizir se consideraria o bak do faraó, seu “devoto” de alguma maneira. Segundo Bernadette, a noção de escravidão não responde a uma necessidade egípcia. À luz dos textos jurídicos, parece claramente que o indivíduo hem ou bak era um homem livre, perfeitamente integrado à sociedade, dispondo de um estado civil, titular de direitos e devedor de obrigações idênticas às do resto da população: embora pudesse se casar, ter posses, vender, contratar ou entrar na Justiça, ele não podia escapar do pagamento de impostos e ao regime de corveia (trabalho gratuito).
Paralelamente, estão conservados vestígios nos arquivos, sobretudo da Época Baixa (por volta do século VI antes da nossa era), de contratos relativos à venda ou à locação de indivíduos dependentes, tema muito controverso entre os egiptólogos: trata-se do que chamamos comumente “escravidão por dívida”, cuja negociação se referia a serviços temporários, avaliados e quantificados previamente pelos interessados.

Camponeses trabalhavam em troca de rações diárias e de um salário mensal, acertados antecipadamente. Pintura na tumba do artesão Sennedjem mostra agricultor trabalhando, c.1200 a.C.
TRABALHO POR DÍVIDAS
Um homem endividado se colocava a serviço de um mestre para saldar sua dívida, até que a soma fosse integralmente reembolsada. Depois, os dois homens podiam se entender, por meio de um contrato escrito, validado juridicamente e aceito pelas duas partes. Foi o caso de um indivíduo chamado Peftouâoukhonsou, cultivador por conta própria, que entrou para o serviço de Nessemteu para pagar despesas médicas. Uma vez paga a dívida, ele decidiu continuar trabalhando, mas dessa vez remunerado, o que foi objeto de um novo contrato, renovado na sequência.
Trabalhos agrícolas e canteiros de construção monopolizavam cotidianamente uma parte da mão de obra egípcia, fosse ela estrangeira ou recrutada entre a população local, no seio das classes trabalhadoras – em primeiro lugar, os camponeses. Em troca de rações diárias e de um salário mensal – as fontes dissociam bem essas duas remunerações complementares –, os contratados deveriam fornecer determinada quantidade de trabalho. Salário e tarefa eram negociados antecipadamente e por tempo determinado. Era o regime do trabalho obrigatório, o da corveia: o indivíduo não escolhia sua tarefa, mas era pago regularmente pelo trabalho efetuado. É o que revela um documento muito interessante, o papiro Reisner I, datado do reino de Sesóstris I (em torno de 1970-1928 antes da nossa era), no início da XIIª dinastia, durante o Médio Império.
Referindo-se aos trabalhos de construção do reino, o papiro apresenta dados cifrados sobre as rações, os recrutados, as equipes e os trabalhos realizados. Para a maioria, os homens – oriundos da mão de obra das terras agrícolas pertencentes ao Estado – eram trabalhadores destinados às tarefas mais árduas: transporte dos blocos e fabricação de tijolos crus. Reagrupados em equipes de dez trabalhadores dirigidos por um capitão, eles recebiam diariamente um quilo de pão – que constituía a moeda de troca – e alguns extras por ordem real. As listas apresentam alguns artesãos especializados, mais bem remunerados, e contramestres que executavam as ordens dadas pelo vizir, responsável pelos trabalhos de construção perante o faraó. O documento revela o caráter muito regulamentado dessa organização e a extrema mobilidade da mão de Obra sujeita à corveia, que não cessava de se deslocar de um canteiro para outro, dependendo da necessidade.
BRAÇOS POR DIA OU POR HORA
A partir do Novo Império, além do Estado, qualquer pessoa podia, pagando uma remuneração, alugar os serviços de um terceiro por dia, ou em frações: meio dia, um quarto de dia, uma hora se necessário. Foi o caso do vaqueiro Messouia, que, sob os reinos de Amenófis III e de Akhenaton (XVIIIª dinastia, de 1550 a 1292 antes da nossa era), alugava mulheres para fabricar tecidos. Os contratos – cujo termo hieroglífico pode ser traduzido por “troca a título oneroso” – engajavam essas trabalhadoras por períodos que variavam entre dois até muitos dias, com tarifa diária de dois shâtis.
No papiro Harris I, Ramsés III (que reinou por volta de 1198 a 1168 antes da era cristã) explica como ele “reduziu a pó” os beduínos da Ásia, pilhando seu acampamento, levando seu gado, bens e prisioneiros, e os oferecendo aos deuses “para serem utilizados como servos de seu domínio”. Bem mais cedo, sob o Antigo Império, a Pedra de Palermo (sobre a qual foram gravados os anais reais) revela listas impressionantes de butins de guerra: sob a IVª dinastia, Snefru (em torno de 2700 a.C.) trouxe da Núbia 200 mil cabeças de gado e 7 mil cativos, imediatamente empregados nas explorações agrícolas. Exemplos desse tipo são muito numerosos nas fontes egípcias, em particular no Novo Império, onde o Egito conquistador submete seus vizinhos à força, no espírito de trazer butim e prisioneiros. Estes últimos eram destinados a engrossar os efetivos do exército e os domínios divinos ou reais para executar trabalhos agrícolas, artesanais e domésticos.

Os prisioneiros de guerra exploravam a terra que possuíam e pagavam impostos. Pintura da tumba do artesão Menna mostra trabalhadores arando o solo, c. 1422-1411 a.C.
ANDAR NO BOM CAMINHO
Desde essa época, a política egípcia visava integrar esses cativos à sociedade, oferecendo-lhes uma educação que recebiam no seio das fortalezas reais. Rompidos com seu meio de origem, os prisioneiros adotavam um nome egípcio e se lançavam no aprendizado do “falar como aqueles que seguem o rei, de modo que abandonem sua língua e andem no bom caminho sem olhar para trás”, antes de serem destinados a um templo ou a um domínio real onde fariam um trabalho remunerado. Tratava-se de uma acumulação de homens condenados a servir nas engrenagens das estruturas econômicas egípcias. Os cativos de origem principesca se uniam geralmente ao círculo real, onde às vezes exerciam altas funções.
Esses homens, chamados, no momento de sua captura, de hâqou ou seqerou-anhkou – palavras que se aplicavam aos cativos, aos prisioneiros –, se tornavam, após uma egipcianização bem-sucedida, hemou ou bakou, o que nos leva a pensar que não recebiam um status de escravo. Embora a onipresença da iconografia real mostrasse o faraó em toda a sua majestade esmagando os inimigos, em uma visão de mundo em que os países estrangeiros eram seus vassalos e os adversários rebeldes, destinados a morrer, o estrangeiro, a partir do momento que estivesse integrado à sociedade egípcia, era tratado exatamente como um egípcio. Isso era particularmente verdadeiro para os cativos que entravam como servos na casa de um particular graças a um presente do rei a um homem merecedor. Muitas vezes acolhidos com família e filhos, esses dependentes rapidamente faziam parte da casa, na qual permaneciam em geral por toda a vida. Encontra-se também essa integração no domínio militar.
Além dos soldados de carreira, os contingentes eram compostos por corpos de mercenários constituídos “pelos melhores entre os cativos que Sua Majestade fez nos campos de batalha”. Um documento que remonta aos primeiros anos do reino de Ramsés II (de 1300 a 1235 antes da nossa era), atribuído a um escriba encarregado de efetuar a repartição dos víveres entre os soldados de uma mesma unidade quando de uma campanha militar na Síria, mostra que os efetivos contavam com 62%de estrangeiros contra apenas 38% de egípcios.
A partir do reino de Tutmés III (de 1504 a 1450 antes da nossa era), as legiões estrangeiras reuniam essencialmente núbios, asiáticos, líbios, hititas e os habitantes dos países banhados pelo mar Egeu. Esses soldados eram reunidos em unidades e dirigidos pelos responsáveis pelas tropas estrangeiras ou mesmo por nativos. Os textos confirmam que, tendo provado sua lealdade ao faraó após sua chegada ao Egito, eles gozavam do status de homens livres.
MERCENÁRIOS FIÉIS AO FARAÓ

O papiro Wilbor, datado do ano 4 do reinado de Ramsés V (1145 antes da nossa era), é um documento fiscal que contém um levantamento das terras com cultivo de trigo entre Minieh e o Fayum e traz também preciosas informações sobre os mercenários estrangeiros. Ele explica que, sob as XIXª e XXª dinastias, por ordem do rei, os prisioneiros de guerra se instalaram com suas famílias nas colônias militares. Reagrupados por etnias, eles gozavam das mesmas vantagens que os soldados egípcios e, como estes, pagavam impostos e possuíam terras que exploravam por conta própria. Nesses campos moravam os téhérou – piratas do mar Egeu –, núbios e sardanas da Ásia Menor, estes últimos constituindo uma tropa de elite destinada à guarda do soberano a partir de Ramsés II. Esses exemplos demonstram como a questão da escravidão no Egito faraônico é complexa. Somente um estudo sistemático das fontes jurídicas à nossa disposição permitirá esclarecer melhor os diferentes níveis de dependência que estruturavam a sociedade egípcia – que eram particularmente numerosos, embora nenhum deles possa ser comparado à escravidão segundo a acepção greco-romana do termo.
 
 
 

Lembra do garoto de 2 anos que fumava 40 cigarros por dia? Veja como ele ficou.



Um fato que entrou na mídia e chocou o mundo no ano de 2010, ocorreu devido ao garotinho indonésio de 2 anos chamado Ardi Rizal, ele fumava cerca de 40 cigarros por dia, ou seja, duas carteiras de cigarros.
Quando ele fica sem fumar, ele fica enfurecido. Bate a cabeça na parede grita e chora e ele me disse que fica enjoado e doente‘, alegou Diana, 26,  mãe do garoto.
Autoridades ofereceram até mesmo um carro caso o garoto conseguisse parar de fumar mas o pai não vê problemas com o garotinho e seu vício.
O garoto indonésio entrou em uma clínica de reabilitação em Jacarta e em apenas um mês o garoto largou o vício, médicos  diagnosticaram problemas cardíacos mas não pelo fato do cigarro e provavelmente por causa de sua obesidade.
Veja a mudança de Ardi Rizal:
( Essa é a verdadeira foto de como ele esta atualmente.)
Aldi Rizal who gained infamy as a two year old smoker is now a chubby 4-year-old living in Sumatra, Indonesia
Aldi Rizal shocked the world two years ago with his smoking habit at such a young age
Como ele mudou tanto em 3 anos ( foto que esta em vários sites da internet )

O Raio da Morte de Nikola Tesla


Publicamente revelado em 1934, Nikola Tesla (um dos mais aclamados inventores de todos os tempos) apresentou um dispositivo novo e surpreendente para os militares dos EUA. Foi nomeado Teleforce. O dispositivo foi o primeiro “projetor de feixe de partículas” da história. Tesla tinha afirmado em seus primeiros encontros com o governo dos EUA de que o dispositivo poderia atacar um alvo a 400 km de distância, nivelando milhões de soldados ou mesmo uma frota de 10.000 aeronaves. Mitos e rumores sobre este dispositivo não faltam. Hoje, gostaríamos de discutir um desses boatos que cercam este o raio da morte.

Há muitos rumores que indicam que os primeiros protótipos de Tesla foram disparados sobre o círculo ártico no início do século passado. Um tal boato foi propagado por aparentes testemunhas envolvidas no seu complexo de laboratórios que transmitiram informações para a mídia. Eles afirmaram que Tesla disparou a arma em um local no Pólo Norte, mas a distorção atmosférica e a curvatura da Terra desviaram o feixe. Como resultado, eles afirmam que o raio não atingiu o alvo determinado.

De início, parecia que o feixe não havia dado certo, no entanto, a notícia começou a ser relacionada a um evento estranho na Sibéria. Em 30 de junho, uma enorme explosão havia devastado Tunguska, uma área remota no deserto da Sibéria. Quinhentos mil acres quadrados de terra foram destruídos instantaneamente. Isso mesmo, essas testemunhas oculares afirmam que Tesla é o único responsável pelo evento de Tunguska. Essas pessoas passaram a afirmar que a decepção inicial que Tesla tinha por não ter atingindo seu alvo rapidamente se transformou em horror sobre a devastação aparentemente desencadeada. Como resultado, ele procurou desmantelar o protótipo atual e refiná-lo ainda mais. Enquanto não se sabe se um protótipo aperfeiçoado foi criado, muitos afirmam que ele ofereceu ao Exército dos EUA como uma arma de defesa, em vez de delito.
Apesar de suas habilidades aparentes, o Exército dos EUA estava relutante em implementar esta tecnologia – e deve ter havido uma razão válida para isso… medo de retaliação? Medo de mau uso? Incerteza inspirada nos acontecimentos misteriosos em Tunguska? Ou, talvez, o dispositivo simplesmente não funcionava. Antes de morrer, Tesla continuava afirmando que havia criado um super-arma, no entanto, houve uma grande nuvem de incerteza, e as autoridades nunca admitiram ver um protótipo de tal arma, nem observar um teste de fogo. Será tudo um encobrimento? 



domingo, 1 de dezembro de 2013

Coincidências entre Kennedy e Lincoln



 A lista de coincidências entre Abraham Lincoln e John Kennedy é uma lenda urbana americana de origem desconhecida. A primeira lista publicada na imprensa americana, em 1964, após o assassinato de John F. Kennedy em 1963, tendo aparecido anteriormente no G.O.P Congressional Committee Newsletter. Atualmente circula pela internet, em idiomas diferentes, esse suposto cruzamento de dados biográficos, entre John Kennedy e Abraham Lincoln. O escritor científico Martin Gardner desmitificou grande parte da lista em um artigo na revista Scientific American, posteriormente reproduzido em seu livro The Magic Numbers do Dr. Matrix. A versão da lista de Gardner continha 16 reivindicações, de que diferentes versões têm circulado em listas de muito mais tempo. Atualmente, a lista continua a circular através da mídia, tendo permanecido no imaginário coletivo por mais de 40 anos.

  A Lista

Abaixo está a versão original da lista. Muito tem sido negado da lista e algumas declarações são "meias verdades". Alguns folcloristas têm argumentado que a lista era uma maneira para as pessoas encontrarem sentido para os dois eventos trágicos na história dos Estados Unidos à procura de padrões. No entanto, Gardner e outros observaram que é relativamente fácil de encontrar padrões de semelhança entre duas pessoas ou eventos similares, mas muitas vezes esses padrões não resistem a um exame rigoroso:
  • Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
  • John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
  • Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.
  • John F. Kennedy foi eleito presidente em 1960.
  • Os nomes Lincoln e Kennedy têm sete letras.
  • Ambos estavam comprometidos na defesa dos direitos civis.
  • As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
  • Ambos os presidentes estavam preocupados com os problemas dos negros norte-americanos.
  • Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.
  • Ambos os presidentes foram assassinados com um disparo na cabeça.
  • Ambos os presidentes foram assassinados na presença da esposa.
  • A secretária de Lincoln chamava-se Kennedy e lhe disse para não ir ao teatro.
  • A secretária de Kennedy chamava-se Lincoln e ela avisou a ele para não ir a Dallas.
  • Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas.
  • Ambos os presidentes foram sucedidos por sulistas.
  • Ambos os sucessores chamavam-se Johnson.
  • Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
  • Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
  • Ambos os assassinos eram conhecidos pelos seus três nomes.
  • Os nomes de ambos os assassinos têm quinze letras.
  • Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
  • Oswald saiu correndo de um depósito e foi apanhado num cinema.
  • Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.
  • O assassinato de Kennedy foi filmado por um homem chamado Abraham
  • O teatro de Ford era propriedade de um homem chamado John.
  • Lincoln foi morto no Teatro Ford.
  • Kennedy foi morto num carro Ford, modelo Lincoln.


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Fonte: Wikipédia




Misterioso Álbum Nazista de Fotografias.


Há certamente muitos álbuns de fotos de líderes nazistas e muitos álbuns de fotos de vítimas dos nazistas. Mas é difícil imaginar que muitos álbuns que retratam tanto, com apenas algumas páginas.
Conhecemos pelo menos um e apareceu na cidade de Nova York. Seu criador foi capaz - aparentemente dentro de algumas semanas - fotografar Hitler como guerreou na Rússia e também fotografar algumas das primeiras vítimas daquela campanha brutal, conhecida como Operação Barbarossa, que começou há 70 anos.


Quatro páginas adiante há o próprio Hitler, esperando em uma estação de trem a chegada do almirante Miklos Horthy, regente da Hungria, com quem em breve estará de barganha na sede de guerra da Prússia Oriental conhecida como Toca do Lobo. O fotógrafo está a poucos metros de Hitler. Clique na imagem para ampliar.
Duas páginas deste álbum, na frente oriental, em 1941, são dedicadas aos prisioneiros. Alguns estão vestidos com trapos, alguns vestidos com uniformes do Exército Vermelho, alguns vestindo coletes com a estrela de Davi. Eles estão diante do que poderia ser sepulturas recém-cavadas. Em seis fotos quase íntimas, beirando o retrato, os homens olham vazios ou desafiadoramente para a câmera.


Hitler em um vagão de trem sauda e recebe saudações.
Claramente, este fotógrafo tinha muito acesso e não um pouco de talento.
Mas quem era ele? Seu álbum foi comprado em uma loja perfeitamente normal, não carrega nenhuma identificação ou inscrição. A legenda é visível em apenas em uma das fotografias.
E o que ele estava mostrando para a posteridade?


Enfermeiras saúdam Hitler. 

Em primeiro lugar, ele documentou o progresso através da Europa Oriental de um comboio de ônibus a serviço da Reichs-Autozug Deutschland, uma unidade do Partido Nazista, cuja responsabilidades incluíam a logística necessária para organizar manifestações de massa. A julgar pelas pichações escritas nas janelas do ônibus empoeirados, o itinerário global foi de Berlim-Minsk-Smolensk-Munique.  Marcos identificava ​​no álbum que o comboio fez o seu caminho através de Gdansk, na Polônia, que era então Danzig; Kaliningrado, na Rússia, que era então Königsberg, e Barysaw, Belarus.


Membro da PK faz filmagem no leste da Prússia.
Pouco do campo de batalha é visto, mas uma grande quantidade de destruição é evidente. Minsk, a capital do que era então a República Socialista Soviética da Bielorrússia caiu dentro de dias do início da Operação Barbarossa, está em ruínas. Há muitos pontos de vista sobre a paisagem, bem como imagens de camponeses.


A figura central do álbum, presumivelmente o próprio fotógrafo.

O fotógrafo é encontrado se recuperando em algum tipo de convalescença em casa. Ele possui seu prontuário até a câmera, mas é impossível de ler.


Na Baviera, vemos um pelotão de moto que parece estar encenando uma demonstração de suas proezas. 


Em Munique, o fotógrafo se reencontra com uma mulher bonita que pode, ou não, ser sua esposa. Ou irmã. Ou amante.

O álbum é de propriedade de um executivo de 72 anos na indústria da moda que vive em Nova Jersey e trabalha no distrito da moda de Manhattan. Ele emprestou ao The New York Times na esperança de que a cobertura da imprensa - e um melhor senso de proveniência do álbum - que aumentaria o seu valor. Ele gostaria de usar como um produto de venda, que ele espera ser "seis dígitos ou mais," para pagar as contas médicas e sair da dívida. Ele foi submetido à uma cirurgia e declarou falência pessoal. Nem todos os seus colegas e concorrentes sabem disso, ou que ele possui como um álbum, então ele pediu anonimato.
Ele disse que o álbum de fotos e 50 mil figurinhas de beisebol foram dadas a ele por um trabalhador braçal de seu conhecimento que tinha caído em tempos difíceis e teve de pedir dinheiro emprestado ao executivo. Os objetos totalizaram reembolso do empréstimo de dinheiro. O executivo disse que o trabalhador contou que ele havia recebido o álbum de um velho alemão, cujo gramado ele cuidava. Porque há nove fotos de Hitler no álbum de 24 páginas, todos os que lidaram com isso tinham certeza ele deve tem algum valor.


Um soldado com uma câmera passa por um tanque destruído.
"Eu sabia que tinha uma parte da história", disse o executivo, "e eu estava muito preocupado com isso cair nas mãos erradas. Mas minhas necessidades são grandes. "
Aceitamos a atribuição de detetive com o entendimento de que faríamos nossas conclusões públicas, mesmo que minaram o valor do álbum. E disse ao executivo que não iríamos perguntar a qualquer especialista para arriscar um palpite quanto ao valor monetário do álbum.
Nosso único interesse era em apresentar aos leitores um pouco das surpreendentes fotos e um close-up de um grande ponto de virada na Segunda Guerra Mundial e na resolução de um quebra-cabeça histórico.


Um soldado alemão caçando patos. 

"Este álbum é diferente da maioria dos outros álbuns na qualidade das fotos", disse Judith Cohen, diretor da coleção de referência fotográfica no museu. "O fotógrafo era claramente um profissional e sabia o que estava fazendo. É possível que seja um álbum pessoal de um artista PK. "




O PK, ou Propagandakompanie, foi a unidade de campo do corpo de propaganda da Wehrmacht. Assim que sozinha era uma vantagem valiosa. Mas a Sra. Cohen ofereceu uma pista ainda mais importante. Uma das fotos de prisão no álbum (Página 3 ) acabou por ser idêntica a fotografia. 1907/15 do Steven Spielberg Jewish Film Archive, na coleção de Yad Vashem , Mártires do Holocausto "e Heroes 'Remembrance Authority, em Jerusalém.
Isso identificou a localização do campo de prisioneiros em Minsk e fixou o ano de 1941. Ele estabeleceu que os uniformes vistos em alguns dos prisioneiros - incluindo a budenovka distintamente apontou ( Página 8 ) - foram os do Exército Vermelho. E ele trouxe Daniel Uziel, o chefe do coleções de fotos em Yad Vashem, na conversa.


"Era muito comum para oficiais comandantes PK ou mesmo os fotógrafos individuais para preparar álbuns de fotos privados", disse ele. "Estes foram mantidos tanto por pessoal da empresa ou foram dadas a generais, os membros do partido, etc
"A divulgação da fotografia PK após a Segunda Guerra Mundial é um tema fascinante e apenas parcialmente pesquisado," disse o Dr. Uziel. "Esta é, obviamente, um daqueles casos em que fotos da PK encontraram seu caminho para fora da fraternidade de propaganda de guerra e seus arquivos relacionados. Recentemente, soube que alguns comitês históricos judaicos ativos na Europa, imediatamente após o final da Segunda Guerra Mundial tem em suas mãos as cópias de tais fotos ".


Página 9: Em um campo de prisioneiros em Minsk. "Não há muitas fotos de prisioneiros de guerra judeus marcados", disse Daniel Uziel de Yad Vashem ", porque, geralmente, eles foram entregues à SS dentro de um curto espaço de tempo da sua marcação e foram devidamente executados."

Depois de olhar para imagens selecionadas enviadas a ele por e-mail, o Dr. Uziel disse: "Embora algumas fotos são claramente propagandístico e tiro de acordo com as orientações oficiais, a maioria das fotos são típico" campo de batalha e turismo "na natureza." Ele explicou que o imagens na vertical, cortadas de prisioneiros individuais eram padrão "retratos PK de prisioneiros de guerra soviéticos, feitas ao longo de regulamentos e pedidos específicos por parte da Wehrmacht e do Ministério da Propaganda".


"Eu diria que somente aqueles claramente marcados com o emblema amarelo são judeus", escreveu o Dr. Uziel. "Não há muitas fotos de prisioneiros de guerra judeus marcados porque, geralmente, eles foram entregues à SS dentro de um curto espaço de tempo da sua marcação e foram devidamente executados."

Minsk não era apenas a definição do campo de prisioneiros, mas também a cidade cujas ruas e edifícios bombardeados aparecem em várias fotos. Isso foi confirmado quando o professor Larry Wolff, da Universidade de Nova York, o diretor do Centro de Estudos europeus e mediterrânicos, reconheceu as torres barrocas da Santíssima Virgem Maria, Igreja Católica Romana. O drumlike Opera and Ballet Theater é um outro marco inconfundível.
Página 6:  Igreja Católica Romana Santíssima Virgem Maria, em Minsk são visíveis através dos edifícios escavado pelas bombas alemãs.

O que foi mais útil para estabelecer a datação do álbum foi o encontro entre Hitler e Horthy em setembro de 1941. Era conhecida até mesmo para o público americano através Revista Life, que publicou uma foto que parece ter sido tomada apenas alguns centímetros de distância de onde o fotógrafo PKs ficou na estação de trem onde os dois líderes se encontraram. O cenário era Ketrzyn, Polônia, em seguida, uma cidade da Prússia Oriental chamado Rastenburg, onde Hitler tinha a sede guerra conhecida como Toca do Lobo (Wolfsschanze).


Página 13: Adolf Hitler e o almirante Miklos Horthy, regente da Hungria, reuniu-se em setembro de 1941. 

"Aqui Horthy insistiu que a força expedicionária húngara fosse retirada do front russo, acreditando que a campanha russa tinha praticamente acabado", disse o professor Istvan Deak , da Universidade de Columbia. "Hitler deu o seu consentimento."
(Horthy e Hitler não estavam sozinhos em acreditar que a campanha estava quase no fim, no outono de 1941, depois que as tropas alemãs haviam feito progresso espetacular em seu avanço em direção a Moscou. Mas, quando o rolo compressor foi parado pela resistência dos cidadãos russos e soldados, e o inverno russo, em conjunto, a maré transformou-se  dramaticamente.)

Página 5: A linha de frente cemitério militar alemão.

Apenas alguns nomes encontram-se no disco. Entre eles estão aqueles sobre os marcadores de que o Dr. Uziel descreveu como um cemitério militar alemão padrão estabelecido perto das linhas de frente, com um edifício por trás dele, cuja modernidade e solidez sugere arquitetura soviética. Os nomes que são legíveis incluem:
Ogefr. (Corporal Senior) Gust. Dumke, Flieg. (Força Aérea privada) Fried. Gebhardt, Kf. (Driver) Kurt Henze, Gefr. (Corporal) Bernh. Klassen, Uffz. (Sargento) Albert Mann, Schtz. (Private) Fritz Wagner e Uffz. (Sargento) Albert Zimmer.
Ao longo de sete décadas,  apenas duas fotografias caíram do álbum. Uma está faltando. A outro uma foto de um grupo de 11 oficiais está solta, permitindo uma legenda levemente a lápis para ser lido, colocando-a em Bregenz, na Áustria, em 1 de Janeiro de 1942.


Este retrato de grupo foi impressa em um papel muito diferente. É a única imagem solta no álbum com uma legenda.


A parte final do álbum está centrada na Bavária, primeiro na Gebirgs-Motor-Sportschule (Mountain Motorsports Escola), na cidade de Kochel e, operada pela National Socialist Motor Corps. Em seguida, ele move-se para Munique, onde o fotógrafo vestidos em roupas civis e parece ter uma companheira ao seu lado - ou em seu visor - em todos os momentos. "Ela está fazendo o seu melhor para olhar como Marlene Dietrich", observou o professor Marvin J. Taylor , o diretor da Biblioteca Fales e Coleções Especiais na Universidade de Nova York, enquanto olhava para uma pose particularmente atraente.


Page 24: Fora da Ópera do Estado da Baviera, em Munique.






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